Ator-mentados


28/01/2008


 

Escrito por Eduardo Chagas às 21h54
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22/01/2008


O Último Discurso
O Grande Ditador

Charles Chaplin

Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar - se possível - judeus, o gentio ... negros ... brancos.

Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo - não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover todas as nossas necessidades.

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma do homem ... levantou no mundo as muralhas do ódio ... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas duas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

A aviação e o rádio aproximaram-se muito mais. A próxima natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem ... um apelo à fraternidade universal ... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo mundo afora ... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas ... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: "Não desespereis!" A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia ... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem os homens, a liberdade nunca perecerá.

Soldados! Não vos entregueis a esses brutais ... que vos desprezam ... que vos escravizam ... que arregimentam as vossas vidas ... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado humano e que vos utilizam como carne para canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar ... os que não se fazem amar e os inumanos.

Soldados! Não batalheis pela escravidão! lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas é escrito que o Reino de Deus está dentro do homem - não de um só homem ou um grupo de homens, mas dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder - o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela ... de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto - em nome da democracia - usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo ... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.

É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos.

Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontres, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo - um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergues os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!

é isso ai!

Escrito por Eduardo Chagas às 19h30
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Este site mostrar a cena do ultimo discurso, vale apena ver!

http://www.youtube.com/watch?v=QcvjoWOwnn4

Escrito por Eduardo Chagas às 19h27
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26/09/2007


 

CIDADE III

 

A cidade é cruel!

 

A cidade adormece, a noite chega em meio ao barulho ensurdecedor dos carros dos trabalhadores ávidos por chegarem em suas casas e curtir a noite com a família, longe do submundo que a noite reserva na grande metrópole.

 

São 22:10hs, André esperou muito tempo no boteco da esquina para ir para o aconchego de seu lar. André é um cara pacato, boa pinta, um assalariado de luxo, que mantêm seu status as custas de muitas prestações.

Ele tem um carro bacana, desses importados, que é para encantar as menininhas, e um funcional “SL” para o trabalho.

A empresa acha que ele tem futuro.

A empresa quer promovê-lo. Por isso André trabalha ate mais tarde, quer vencer e sair do voador, elástico, borrachudo etc.

Mais a grana pra cerveja  que é sagrada.

Depois do trabalho, não tem jeito, duas loiras geladas tem que rolar.

22:08hs, ultimo gole da cerveja.

Amanha é sábado, mas André, André esta de olho na promoção, ele vai trabalhar no dia seguinte, ele vai cumprir a rotina diária. Levantar as 6:45hs, ducha rápida, café da mãe, um beijo gostoso. Tchau mãe. Tchau filho vai com Deus! 7:59hs, papeis, despachos, carimbo, vistos, papeis, despachos, carimbo, vistos, papeis, despachos, carimbo, vistos.12:00hs. Almoço, uma polidura no carrão, um lanche rápido e rápido para o escritório, papeis, despachos, carimbo, vistos, papeis, despachos, carimbo, vistos. 19:45hs. “-Chega!”, descansar, duas cervejas.

Dia difícil.

Dia tranqueira.

Ele tem que pendurar. Grana só pra “gasopa”, são só duas cervinhas, amanha ele paga... Amanha ele paga...

Ele entra no carro, era o carro bacana, liga o motor, dá um aceno pro “portuga”, engata uma primeira, depois segunda... e lá se vai André... Sexta- feira.

No dia seguinte André não passou pra tomar as cervas, e nem fora trabalhar e isso aconteceu na segunda-feira e no outro dia e no outro e no outro... Ate que encontraram André. Não vou aqui fazer uma descrição do estado que ele fora encontrado mas ele já havia sito enterrado, só deu pra ver as fotos. O legista deu no laudo...

André da Silva morreu aos 26 anos vitima de roubo seguido espancamento e abuso sexual. Levaram o carro bacana, o funcional não cobriu um quinto de suas dividas.

Pobre André, agora pilota um caixão de madeira, como indigente numa cova coletiva em um cemitério municipal.

Escrito por Eduardo Chagas às 23h06
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20/09/2007


 

CIDADE II

 

A cidade é cruel!

Suas esquinas infestadas de toda espécie de podridão reservam, a aqueles que não tem intimidade com as ruelas escuras e becos estreitos, surpresas nada agradáveis.

Um homem parado, encostado em um poste de luz. Clima de cinema noir tupuniquim. Uma sirene de ambulâncias ao longe, o resto é silencio...

O ônibus vindo do nada, para fora do ponto. Os relógios marcam 23:00hs. O som alto e as luzes frenéticas das tvs, escapam das casas trancadas ate o teto. Medo.

A mulher desce do ônibus e segue na rua deserta. A respiração ofegante, os passos largos e duros, o olhar desconfiado que não tem direção definida. Ela só perceber a menos de um metro de distancia, o homem encostado no poste.

Um susto, um pequeno salto para traz. Encosta no murro. O coração palpita, o ritmo acelerado, um calafrio invade seu corpo.                 

Ele -           Desculpe!

Ela -           (silencio)

Ele -           Desculpe!

Ela -           (silencio)

Ele -           Sente-se bem?

Ela -           (silencio)

Cena paralisada, tudo agora é um zumbindo incessante. O homem fala:

Ele -           Do ponto de vista dela, um rosto desfigurado,  mudo.     Querendo se fazer entender a todo custo.

Ele, calmo, solicito, na intenção de ajudá-la caminha em sua direção.

Ela -           Não entende o gesto, o bom gesto. Ela esta surda, cega, sua adrenalina esta a mil.

Ele -           Se aproxima mais...

Ela -           Barata acuada num canto da sala.

Ele -           Avança.

Olhos nos olhos,

O dela de medo,

O dele tranqüilo.

Um gemido...

Ele -           (Sussurra) Por que?

Ela -           (silencio)

Ele -           (Quase sem fôlego) O que foi que eu f...(silencio)

Ela -           (silencio)

Um punhal, ponta aguçada, lamina afiada, um simples golpe.

Ele -           Um órgão vital, sem dor, só uma fisgada, um suspiro e pronto.

A cidade é bem cruel

Escrito por Eduardo Chagas às 14h22
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31/08/2007


Cidade I

As coisas são como a gente às faz; quem causa tem conseqüência; a vida, ou talvez quem sabe, o alivio da morte.

 

Uma vez, eu estava saindo do prédio de uma amiga na av. São Luis no centro de São Paulo. Avenida, esta,  muito movimentada durante o dia e boa parte da noite, trabalhadores, donas de casa, desocupados, estrangeiros, pedintes, mães de santo, ciganos, policia, travestis, putas, a fina flor da alta sociedade paulistana, “os velhinhos sem saúde e viúvas sem porvir” (Chico Buarque), muita gente passa nessa rua, muita mesmo... Então, ao sair do prédio me deparo com uma cena no mínimo grotesca: 

Um homem cerca de uns trinta e tantos anos, vinha andando entre as pessoas, cambaleante, olho para seu rosto, ao mesmo tempo que ele leva a mão, que manchada de vermelho segura um gorro vermelho, surrado, o rosto agora visível, pintado com o liquido rubro. Da sua testa uma bica do sangue marcava o caminho e chamava a atenção... E chamava a atenção... e me cham... Mas era só o que acontecia, ninguém... mas ninguém mesmo, inclusive eu, teve a coragem ou o bom senso de perguntar aquela figura, se ele precisava de alguma coisa, se estava doendo aquele corte, se o Corintians havia ganha o campeonato ou qualquer coisa parecida... O que? É fácil falar ninguém faz isso, ninguém faz aquilo?

Certo, certo... Mas eu disse logo ai em cima, INCLUSIVE EU, lembra, o Maximo que consegui fazer foi acompanhá-lo, há distancia... Quando vi que ele estava indo na direção do posto de saúde na rua Martins Fontes, achei que estava tudo bem, pensei: se ele esta indo na direção do posto, então esta tudo bem!... Tudo bem!... TUDO BEM uma ova isso sim!

Como tudo bem, se somos indiferentes aos absurdos que acontecem a um passo de nos?

 

Vejam vocês, meu filho, recém chegado do interior, o cu do mundo fica lá. Acredite! O! Cidadezinha pequena, sem perfectiva, vazia, pacata demais para uma juventude cheia de idéias vivas, sadias, que poderiam mudar o rumo de toda uma nação, de todo o mundo, de toda a humanidade... E quando ele chega aqui... Meu filho! As 14 hs de uma terca- feira ensolarada, ele é abordado por dois garotos quase da mesma idade...

- Me da o celu.

- O que?

- Me da a merda desse celular porra!

         Reagiu...

- Não!

- Como é que é?

- Eu não vou dar!

         Da-lhe porrada,

Duas da tarde,

Chute no peito,

Duas horas e quinze segundos,

Um soco na cara outro no estomago,

O sol brilha na rua movimentada,  

- Ele não larga...

- Chuta o filho da puta...

Os garotos sumiram

         Duas horas e quarenta e cinco segundos,

Meu filho sangrando no chão.

O celular em sua mão,

Algumas pessoas passam,

Olham,

Resmungam,

- “Esse mundo não tem jeito”.

Lentamente ele se levanta, o celular em sua forte mão,

Nada quebrado, joelho ralado.

NÃO FIZ NADA, NADA, pensava,

Cambaleava...

As dores, as dores...

Como ele,

Ninguém que estava a sua volta fez nada.

Ninguém faz nada, nada, nada.

Olha o Pais , olha as pessoas que andam pela cidade.

São carros, motos, ônibus, metro. Os aranha céu

E as bebedeiras nos botecos,

A mulher fácil na rua, o otário que fica pelado.

Nada ninguém faz nada

Os velhinhos nas ruas,

Ninguém faz nada!

As crianças que roubam e matam,

Ninguém faz nada!

Os trapos humanos largados nas vias,

Ninguém faz nada!

Políticos corruptos

Ninguém faz nada!

Bandido com frada de protetor

Ninguém faz nada!

Ninguém faz nada!

Ninguém faz nada!

 

A pergunta é, ate quando?

 

É isso ai!

Escrito por Eduardo Chagas às 02h02
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22/08/2007


O menino lobo

Domingo passado depois de uma manha  agradável com três dos meus alunos, a Renata, a Neusa e o Edson onde comemos o nosso pastel de feira de lei, na barraca da Rosa uma japonesa muito simpática que guarda sempre pra mim, um delicioso pastel de camarão, diga-se de passagem, que é o melhor pastel de camarão que já comi. Bom é melhor eu voltar ao assunto, logo depois disso saímos eu e a Angela para um almoço na Aldeia chilena em Carapicuíba. Lá chegando, pedimos um pisco e uma cerveja, o salão estava com algumas famílias com crianças, grandes, pequenas, loiras e morenas, algumas entretidas com o microfone e os instrumentos do palco, outra correndo pra lá e pra cá, uma festa.

Mas dentre todas as crianças que estavam lá, uma em especial me chamou a atenção, ela devia ter por volta de quatro anos, era um garoto andino, robusto, muito bem tratado que se colocou de quatro em cima de uma mureta e como um lobo começou a uivar. Sua performance durou uns trinta minuto, ele andava de um lado para o outro e nada o abalava, seus movimentos, salto, andar, maneira de olhar, em tudo eles parecia um lobo, ele se sentia um lobo, naquele momento ele era o próprio lobo.

Fique maravilhado com aquilo, vi naquele momento o que era fazer teatro de verdade, com muita verdade.

 

É isso ai!

Escrito por Eduardo Chagas às 16h15
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A VIDA E BELA

Quando eu era mais jovem, tinha mitos, ídolos que povoavam minha imaginação, eram seres intocáveis, fortes, destemidos, enfim figuras com um poder inimaginavel, seres que eu só vi em livros de historia e filmes, em sua maioria pela televisão. Prometeu, Buda, Jesus, Galileu, São Francisco,Gandh, Chaplin,Martin Luther King, Betinho entre tantos outros 
Quando depois de muitos anos, aprendo a olhar o mundo de uma maneira diferente(isso não quer dizer, a certa)estes mitos, um a um, foram caindo por terra. Fui descobrindo que o homem pode, ao se bel prazer, mudar a historia para seu próprio favorecimento e de suas descendências (com suas exceções, é claro!)Então passei a chamar os meus ex-mitos de homem sábios que nos mostram caminhos,  e depende única e exclusivamente de nós aceitarmos ou não o os caminhos indicados.
O que eu só tenho a dizer é que...
A VIDA É BELA.
E A GENTE TEM QUE APROVEITAR
pois ela é uma só!

Escrito por Eduardo Chagas às 15h48
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26/07/2007


 

Escrito por Eduardo Chagas às 20h21
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22/06/2007


Carta a meus amigos de palco

 

Ai Paulinha, Tavinho e Gruli meus amigos generosos e sábios na arte de atuar, companheiros corajosos, dedicados. Nobre dama e cavalheiros do teatro brasileiro... Gente muito boa, sabe?

Se eu fosse ter que escolher uma cena que possa estar desatenta ou relaxada... Não poderia, pois em meus quase trinta anos de carreira nunca presenciei na sua totalidade tanta entrega, apaixonada e arrebatadora.

Comecemos por Otavio Martins, apaixonado, sensível, centrado, divertido, vestido de preto,olheiras, curte a bebedeira antes do espetáculo. Concentrado, o rosto voltado pro chão, cigarro entre os dedos, a respiração. Abraço de todos:- A frase final.

Solitário brilhante.

Alex Gruli, igualmente apaixonado, agitado, alucinado, mucho loco! Capaz de arrastar a poltrona com seus urros animalescos, com a sua precisão cênica e seu sincero sorriso. Parada Gay de 2007. Vendo um desfile num apartamento da Paulista.

Alguém-      Fica por ai, não vai não! (ou coisa parecida)

Gruli-          Não é bem assim... (com paixão) É meu compromisso! (a obra).

Vulcão incandescente.

A doce e talentosa Paula Cohen, me emocionou nos

ensaios, me emocionou na estréia, me emocionou todos

os domingos entre sete e oito horas da noite. A começar

da maquiagem, no seu aquecimento, em sua

concentração no camarim, nas lagrimas que

buscam a verdade e que a faz chorar, nos fazendo

também chorar. Haja dignidade!

Flor de maracujá.

Não podia deixar de falar no cara. No autor e diretor

Mario Bortoloto. Na sua, e ao mesmo tempo, na do mundo.

O coração, a musica, a provocação, o talento, o

amor pela obra.

Valeu Mario, por essa oportunidade de estar com

esse elenco de profissionais e pessoas

maravilhosas.

Eremita urbano

E a Cia dos Satyros pela iniciativa e pelo sucesso desta

empreitada. Onde todos, artistas e o publico

possam desfrutar do prazer de participar da Obra.

 

É isso ai!

Escrito por Eduardo Chagas às 20h40
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16/05/2007


O teste da Imagem

Olá ator-mentados,

 

Olha eu aqui outra vez...

Agora estou sentado na frente desta maquina, a tv ligada num volume considerável, aquele volume que deixa você curioso para ver o que esta acontecendo.

Vem cá! Vocês já experimentaram, escutar a televisão sem ver a sua imagem, quanto tempo vocês acham que vão levar, para meter o dedo no controle remoto e fazer aparecer num piscar de olhos, brilhos, cores e muita rapidez.

É irresistível não acompanhar a movimentação do repórter diante da reportagem sensacionalista, a indignação do personagem diante do momento crucial da cena, ou então aquele modelito que a ex-modelo de passarela que divulga em seu programa matinal. Experimenta! Vai lá não fique acanhado, faça o teste. Meia hora é o suficiente.

Ai sapeca um comentário

Qual a sensação de só ouviu a programação da tv?

 

É isso ai!

Escrito por Eduardo Chagas às 20h01
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       “A vida”

 

 

No auge dos meus quarenta e oito anos,

Onde tudo parece não ter surpresas,

Onde sabemos que o mundo gira sempre em volta de si mesmo,

Onde não percebemos mais o pôr do sol,

Onde não olhamos mais para as criança como futuro do Universo, Onde é natural, a violência, as falcatruas, a má fé com a fé alheia.

O ultrapassar de um farol, semáforo, sinal, seja lá o que for, vermelho, com o dedo em riste para o pedestre. E o pedestre que também faz o mesmo arriscando sua vida e a de terceiros.

Onde muitos pensam “Ah! Que saudade do tempo da ditadura!”

Hoje temos mudança de valores,

o que e certo virou errado e vice-e-versa.

Agora... o que é certo?

O que é errado?

Policia age como bandido, juizes ligados com a máfia do jogo,

o papa vem ao Brasil, mãe que joga filho no rio, corriqueiro.

Uma colega morreu hoje,

O nome? não interessa!

Do que morreu? não interessa!

Só sei que perdi uma colega querida, uma figura linda, jovem.

Triste e trágico fim.

O por que? Que sabe... Milhões de razões.

O que resta?

Aprendermos com o fato.

Pra que serve a VIDA, senão para ser vivida!

É isso aí!

Escrito por Eduardo Chagas às 17h03
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15/05/2007


Olá ator-mentados,

Estou de volta depois de um longo e tenebroso inverno, de lá pra cá, muitas "rolling Stones" (será que é assim que se escreve?), muito barulho muito sucesso e derrotas também.ou nem tanto.

Vou continuar fazendo minhas críticas, falando dos meus amigo e quando possível elogiando meus inimigos, contar o que esta acontecendo nos teatros da Praça Roosevelt.

Gente estou chegando na área!

É isso ai! 

Escrito por Eduardo Chagas às 22h57
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07/02/2006


Caros ator-mentados,

 Em Abril, Inspirado na obra de Marquês de Sade, 120 dias de Sodoma direção Rodolfo Vazquez, No espaço Satiros.

É isso ai.

Escrito por Eduardo Chagas às 14h13
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26/01/2006


Como nossos pais, avôs, bisavô, tataravô...

 

 

Olá Ator-mentados,

 

O ano de 2005 já é passado, o calendário é preciso e tudo corre como a milênios.

Nosso país com 505 anos vive hoje uma modernidade que só encontramos na idade média, parece engraçado, mas vejamos alguns pontos onde isso é comprovado:

A miséria que se arrastou por séculos na história e hoje, nunca estive tão presente.

Continuamos pagando altos impostos, não tendo o atendimento médico ou escolas ou a decência e respeito que se deve ao aposentado.

Poderes corruptos, policia despreparada, escravidão, manipulação, torturas, extermínios, deputa de territórios, poder a todo custo são praticas que não se perderam no tempo, muito pelo contrario, hoje elas são muito mais sofisticadas, informatizadas, televisivas, globais e muito, muito mais desumanas.

Caro ator – mentado, temos que ter consciência que a responsabilidade de tudo que esta acontecendo é única e exclusivamente nossa. Que enquanto falarmos que o problema não é nosso, tudo vai continuar como sempre, crianças na rua, velhos abandonados, doentes em chão de hospital, bandidagem cada vez mais jovem e melhor armada, mães desesperadas, famílias destruídas, filhos que matam pais, pais que abusam dos filhos, mentiras de quem tem compromisso com a verdade. Calunias, falcatruas, e todo tipo de pensamentos sórdidos e inescrupulosos que poluem as mentes e os corações de jovens brasileiros que querem, mas não encontram maneira de sobreviver dignamente, fazendo aquilo que gostam, além de poder de opinião. E o caminho pode estar mais próximo que podemos imaginar, cidadãos aptos a contar sua própria historia, ouvindo outras historias. Saber que não é um individuo que ira salvar a humanidade, mas todos aqueles que não pensarem em salvar a si próprio.

E ai eu sito Chico:

“Todos juntos somos fortes, somos fechas, somos arco, todos nós no mesmo barco, não a nada a temer. Ao meu lado ao um amigo que preciso defender... Todos juntos somos forte não a nada a temer”.Os Saltimbancos.

Isso é a única coisa que não tentamos, não acha?

 

É isso aí!

 

 

Escrito por Eduardo Chagas às 07h11
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