Ator-mentados


18/03/2005


Dá- lhe SEVERINO

 

 

Pois é, companheiros ator-mentados, não é uma piada?

O terceiro homem do poder é papai Noel, em pleno mês de março dá presente caro para aos seus deputados. São mais de(pasmem) R$ 8 milhões para melhor conforto destes que se dizem representantes do povo.

 

Agora vamos por etapas:

 

- Incêndios em ônibus em São Paulo por causa de um aumento de R$0,30 por passagem que os  perueiros reivindicam.

-         Rebelião no cadeião de Pinheiros, os presos ainda não reivindicaram nada, mas o presídio esta com super população.

-         Na semana passada quase todas as Febens estavam com problemas de rebelião. Talvez armação dos funcionários, talvez por insatisfação dos educando ou o que é mais provável pela negligência do Estado.

-         Sem contar os problemas de grilagem, corrupção, fome, filas intermináveis do INSS, impostos absurdos, falta de condições humanas aqui em São Paulo e por este Brasil a fora.

-         A miséria que vive a Saúde, a Educação e a Cultura.

 

Severino veio do nordeste, já esta com uma idade avançada, digamos quase senil, será que não passa pela cabeça desse infeliz que o presente que ele esta dando a esta corja, é dinheiro público, dinheiro daqueles que vão para as filas de madruga e ficam horas intermináveis, muitas vezes sem ter o que comer e quando chagam ao guichê isso por volta das duas horas da tarde recebem um “NÃO TEM DINHEIRO, VOLTA AMANHÃ. Vangloriar-se do podre é fácil, difícil “véio”, é ser HONESTO e CUMPRIR COM DIGNIDADE SEU PAPEL NA SOCIEDADE. É fazer valer a confiança que depositaram em si. É dormir tranqüilo, sabendo que o que se fez foi para o bem do povo, e não de oportunista, chupins que ainda insistem em mamar na teta do Estado.

-         Severino. Vai tomar no CÚ.

É isso aí.

 

Escrito por Eduardo Chagas às 14h23
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17/03/2005


MANIFESTO PELA LEI DE FOMENTO

 

 

A suspensão do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo anunciada pela atual Secretaria de Cultura não é só um ato de regressão autoritária, mas um símbolo da miséria das políticas culturais no país. Vem reforçar a imagem da Cultura como desperdício, como desnecessidade, direito exclusivo dos que podem por ela pagar.

 

À procura de um formalismo jurídico sobre a dotação orçamentária e sem nenhum amparo no debate público, a suspensão descabida da Lei de Fomento revoga uma decisão unânime do Legislativo, sancionada pelo Executivo, e desmonta uma conquista histórica do teatro paulistano. Aceita as ordens esterilizantes da razão financeira e fecha os olhos a um dos raros florescimentos artísticos de nossa época.

 

Em sua breve existência, a Lei de Fomento é um exemplo único de ação do Estado no campo da cultura. É direta, sem qualquer dirigismo: delega aos coletivos de trabalho a liberdade e a autonomia da formulação poética, É descentralizadora mas nunca populista: estimula a ampla circulação da qualidade. É transparente e tem foco nítido: seu critério de valor é a pesquisa coletiva de quem se dispõe ao diálogo entre arte e sociedade.

 

Na comparação com outras leis para o setor - como as de incentivo através da renúncia fiscal - a verba destinada ao Programa de Fomento ao Teatro é muito pequena. No entanto é ela que garante a liberdade e a autonomia dos artistas, não a dos patrocinadores. É ela que beneficia a formação de espectadores, não de consumidores. É ela que expressa interesses sociais, avaliados e cobrados pelo Poder Público, numa inversão total do privatismo empresarial que impera no uso das verbas públicas.

 

Filha do movimento de grupos teatrais de São Paulo - corporificado nos anos 70 e retomado nos anos 90 - a Lei de Fomento entende a Cultura como um processo de longa duração, não como somatória de produtos eventuais. Não é por acaso que se tornou um modelo para todo o Brasil. Não é por acaso que as outras categorias artísticas, motivadas por seu exemplo, têm procurado superar a fragmentação e a competitividade impostas pelo mundo do trabalho precarizado para reinvindicar a mesma atenção pública.

 

As acusações feitas à Lei de Fomento resultam da ignorância quanto a seu funcionamento ou da sujeição completa à mercantilização da vida. As suspeitas quanto à sua honestidade resultam da incapacidade em compreender a ação do Estado fora dos mecanismos do compadrismo, do estrelismo e do mando autoritário.

 

Contra o predomínio das abstrações financeiras, contra o esvaziamento do debate político da Cultura e contra as descontinuidades eleitoreiras e seu princípio perverso da tabula rasa, o movimento dos grupos teatrais de São Paulo vem a público exigir:

 

que a Lei de Fomento seja imediatamente aplicada e ampliada;

 

que seu exemplo leve à criação de novos programas públicos de Cultura nas esferas municipal, estadual e federal;

 

que o Estado assumas suas responsabilidades.

 

A Arte, entre outras tarefas, está aqui para nos lembrar que nosso tempo e nossa vida são agora

Escrito por Eduardo Chagas às 10h30
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16/03/2005


Godard e a Globo pornográfica

Glória Reis

Alguns leitores da minha geração devem se lembrar da polêmica na imprensa, nos anos 80, quando o filme “Je vous salue, Marie”, de Jean-Luc Godard, foi proibido no Brasil, sob a alegação de que era uma ofensa à religião católica.

Durante dias e dias foi assunto na imprensa. Naquela época se discutia cultura na mídia. Não é essa mesmice de hoje, em que só se fala de políticagem, guerra, Bush, desfile de moda e casamento de jogador de futebol.

Os leitores acompanhavam o tema, escreviam cartas aos jornais e os colunistas tratavam do tema ardorosamente.
Numa entrevista ao jornal Folha de São Paulo, perguntaram a Godard o que achava da proibição do seu filme no Brasil e sua resposta foi inusitada:

- Não estranho a censura ao meu filme e sim por que não censuram a TV Globo porque, ela sim, é pornográfica.

Quando li a entrevista, o que mais me surpreendeu foi o fato de um francês, tão distante do Brasil, ter essa informação dos malefícios de um canal de televisão em outro país. E, principalmente, tratando-se de um fato do qual nem os próprios brasileiros se dão conta.
Hoje, ao assistir alguns episódios da novela Senhora do Destino, fico me lembrando de Godard e do seu sábio conselho, que, infelizmente, nunca foi seguido em nosso país.

Reina uma ditadura do “vale-tudo” nos meios de comunicação.

Não há regras, que é a base da democracia. Regras, respeito, ética, principalmente aos que “fazem a cabeça do povo”. E, como sabemos, a Globo seria a primeira a dar o exemplo. Mas ao contrário, ninguém ousa mexer com a deusa platinada. E por isso, ela abusa. Deita e rola. É como uma criança mimada que sabe o quanto tem o poder nas mãos, o quanto todos a temem.

A “liberdade de expressão” é a nossa vaca sagrada. Como na Índia, pode passear à vontade pelas ruas, perturbar o trânsito e a vida das pessoas, mas não se pode tocar nela, mesmo que, de sagrada e liberdade não tenha nada.

A Globo cada vez mais se excede, tirando proveito do seu posto de monopólio, totalmente alheia ao “tsunami” que provoca na cultura do nosso povo. Perdeu a noção de limites, numa ostensiva demonstração daquilo que José Saramago disse: “acabaremos por cair num organismo autoritário dissimulado sob os mais belos parâmentos da democracia.”

Certa vez li uma frase, não me lembro de quem: "fascismo não é só impedir de ver, é também obrigar a ver". Estamos, então, sob o fascismo da Globo. Ela nos obriga a ver. Não me venham com esse clichê de que se pode mudar de canal. É mais uma forma elitista de encarar a questão. Muda de canal quem tem opção, uma delas a tv paga. Não se trata do que eu vejo, do que expectadores esclarecidos vêem, mas sim do que é oferecido ao povo sem bula, sem apontar as contra-indicações que, no caso da Globo, podem levar este país a um efeito mortal dos nossos valores culturais, morais e éticos.

Como todo engano um dia chega ao fim, só nos cabe detectar o calcanhar de Aquiles que desencadeará o fim do abuso. Como no episódio de Godard, só lá fora é que vão provocar um exame de consciência na Globo pornográfica.

A censura virá de outros países, talvez em forma financeira - a única a que ela é sensível - não comprando mais suas produções abusadas. Aí, sim, ela vai se perguntar: “Onde foi que errei? “. Soube que a mini-série "Os Maias" foi um fracasso em Portugal, entre outras razões, por terem alterado a bel prazer o maravilhoso enredo de Eça de Queiroz. Aqui no Brasil, os meios de comunicação podem tudo, não há mecanismos de defesa ao alcance da população.

Acredito que chegaremos a um ponto de exaustão. Mas para o povo, já será tarde demais. Gerações já terão proliferado sob o efeito das novelas tendenciosas, pornográficas e violentas, da idiotia dos big brothers, do famigerado Casseta e Planeta e tudo o mais que se escancara, sem nenhum cuidado com a responsabilidade social, marca imprescindível de uma empresa que recebe concessão do governo para atuar junto à população.

Hoje se brada tanto em limites na educação de nossas crianças e adolescentes. Por que não limite aos adultos? Por que não aos meios de comunicação? Por que não à Globo?

Escrito por Eduardo Chagas às 17h07
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Cometário sobre a matéria do Godard

Esta matéria foi-me enviada pelo amigo e companheiro Chico Lobo, radialista, ator, músico e educador. Na minha opinião, nós ator-mentados temos uma boa parcela de culpa nessa história. Nosso ofício fica nas mãos inescrupulosas de meia dúzia de “Manes”, que além de nos pagar uma merreca, tira o maior barato da nossa cara, vou dar um exemplo que passa não só na Rede Globo como também em outra emissoras:

Um homem de classe média lava seu Wolks novinho em folha, este homem usa um relógio fuleiro que fica todo molhado, aí o homem devaneia. Como seria o mundo se tudo fosse tão duradouro quanto o seu precioso carro - IMAGEM do DEVANEIO- Os eletros domésticos se consertando, de lugares devastados sendo restaurados de fabricas poluidoras não soltando fumaça e das lojas e empresas não precisando mais de funcionários, aí ele diz:- Epâ! E eu, como é que eu faço pra comprar o meu carrão. Corte retrocede toda as imagem deixando como estava antes. Ele - Ainda bem que nem tudo é tão duradouro como meu Wolksvagen. A outra que é da mesma empresa, não tenho certeza, montra um carrão com um cara muito bonito dentro dele. De repente aparece uma mulher muito feia, ela o aborda e vê que é um velho amigo, ele a reconhece, quando ela coloca a cabeça para dentro do carro, pela janela, ela se transforma em uma linda mulher. Ele a elogia, quando ela tira a cabeça de dentro do carro volta a ser o que era antes, ela o elogia também dizendo que ele esta mais bonito – CORTE – Ele aparece fora do carro com um rosto que beira ao lobisomem. Outro exemplo e acho que pior ainda são os atores ditos Globais, Paulo Goulart, Suzana Vieira, Nair Belo, Tom Cavalcanti, entre outro que agora vendem bancos e financeiras para aposentados, empréstimos com três anos para pagar, dinheiro na hora.

Agora, como podemos falar em política cultural se nos vendemos por qualquer ninharia, não é possível não estarmos ciente do que esta acontecendo, de sermos tão ingênuos de pensar que não estamos contribuindo para o caos neste país. CENSURA NUNCA MAIS, mas bom senso ética e principalmente respeito para com o nosso público é mais que necessário. Temos que dizer não para o “Qualquer coisa tá bom assim!”.  Ou,  “ É só pelo o dinheiro”.  Nós somos a matéria prima das produtoras e emissoras de tv. Não podemos nos entregar as artimanhas dessa corja de exploradores. Que não contribuem em nada para o bem estar da Cultura no Brasil.

DIGNIDADE JÁ!

É isso aí.

Escrito por Eduardo Chagas às 16h37
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15/03/2005


Só ficamos com a Fama

 

 

Então senhores ator-mentados, até quando deixaremos que estes paspalhos da administração do município de São Paulo nos tratarem como se fossemos parias da sociedade. Quantos de nos se ligaram que a cada proposta de projeto que eles nos fazem engolir é enganoso, pura sacanagem, para conosco e para com as comunidades. Para eles não importa o bem estar da população, o que importa mesmo são números, números que eles irão contar e se vangloriar na porra da câmara de vereadores onde o que esta mesmo na pauta é o salário que estes “Manes” irão embolsar no final do mês, assim como as férias de três meses que irão ter na metade do ano e mais duas que terão no final.(ou vive-versa)

Enturmando, Arquimedes, Recreio nas férias e o cassete a quatro que nos oferecem é pura enganação, isso todo mundo já deveria saber, pois nenhum destes trabalhos tem continuidade, logo que acaba uma gestão acaba também o projeto ou e entregue de mão beijada a entidades religiosas ou instituições financeiras que querem formar o adolescente na profissão de operário, massa de manobra, freqüentador das filas de desempregados, não de seres humanos pensantes e criativos, isso é a morte para eles.

Temos que nos unir para um objetivo em comum, politicamente quero dizer. Que cada um faça seu trabalho, mas que todos sem exceção defendam com unhas e dentes a dignidade que nos cabe. Digam NÃO a estes sangue sugas.

Reparem que quando se aceita um projeto governamental a primeira coisa que fazemos são planos; pagar o aluguel, o telefone encher a dispensa e fazer dívidas necessárias para nosso bem estar pois temos certeza que serão pagas no final do mês, e o que acontece?

A resposta vocês, queridos ator-mentados já sabem, passamos por caloteiros, maus pagadores. E quando recebemos a miséria que nos oferecem, depois de dois ou três meses, ou até mesmo seis anos, como é a proposta do atuais secretários das Finanças e Cultura  é a mesma merreca, sem juro e correção monetária. Pior do que só fizéssemos Teatro que é e sempre será nosso oficio.

É isso aí!

Escrito por Eduardo Chagas às 11h11
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13/03/2005


PARTIDO ALTO

     Este é o blog de meu amigo e irmão Douglas Germano, lá vocês vai encontrar muita coisa sobre música, boa música, comentário e tiras cômicas muito divertidas. O endereço é douglasgermano.blog.uol.com.br. Vale a pena conferir.`

É isso aí.

Escrito por Eduardo Chagas às 11h26
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