Carta a meus amigos de palco
Ai Paulinha, Tavinho e Gruli meus amigos generosos e sábios na arte de atuar, companheiros corajosos, dedicados. Nobre dama e cavalheiros do teatro brasileiro... Gente muito boa, sabe?
Se eu fosse ter que escolher uma cena que possa estar desatenta ou relaxada... Não poderia, pois em meus quase trinta anos de carreira nunca presenciei na sua totalidade tanta entrega, apaixonada e arrebatadora.
Comecemos por Otavio Martins, apaixonado, sensível, centrado, divertido, vestido de preto,olheiras, curte a bebedeira antes do espetáculo. Concentrado, o rosto voltado pro chão, cigarro entre os dedos, a respiração. Abraço de todos:- A frase final.
Solitário brilhante.
Alex Gruli, igualmente apaixonado, agitado, alucinado, mucho loco! Capaz de arrastar a poltrona com seus urros animalescos, com a sua precisão cênica e seu sincero sorriso. Parada Gay de 2007. Vendo um desfile num apartamento da Paulista.
Alguém- Fica por ai, não vai não! (ou coisa parecida)
Gruli- Não é bem assim... (com paixão) É meu compromisso! (a obra).
Vulcão incandescente.
A doce e talentosa Paula Cohen, me emocionou nos
ensaios, me emocionou na estréia, me emocionou todos
os domingos entre sete e oito horas da noite. A começar
da maquiagem, no seu aquecimento, em sua
concentração no camarim, nas lagrimas que
buscam a verdade e que a faz chorar, nos fazendo
também chorar. Haja dignidade!
Flor de maracujá.
Não podia deixar de falar no cara. No autor e diretor
Mario Bortoloto. Na sua, e ao mesmo tempo, na do mundo.
O coração, a musica, a provocação, o talento, o
amor pela obra.
Valeu Mario, por essa oportunidade de estar com
esse elenco de profissionais e pessoas
maravilhosas.
Eremita urbano
E a Cia dos Satyros pela iniciativa e pelo sucesso desta
empreitada. Onde todos, artistas e o publico
possam desfrutar do prazer de participar da Obra.
É isso ai!


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