Domingo passado depois de uma manha agradável com três dos meus alunos, a Renata, a Neusa e o Edson onde comemos o nosso pastel de feira de lei, na barraca da Rosa uma japonesa muito simpática que guarda sempre pra mim, um delicioso pastel de camarão, diga-se de passagem, que é o melhor pastel de camarão que já comi. Bom é melhor eu voltar ao assunto, logo depois disso saímos eu e a Angela para um almoço na Aldeia chilena em Carapicuíba. Lá chegando, pedimos um pisco e uma cerveja, o salão estava com algumas famílias com crianças, grandes, pequenas, loiras e morenas, algumas entretidas com o microfone e os instrumentos do palco, outra correndo pra lá e pra cá, uma festa.
Mas dentre todas as crianças que estavam lá, uma em especial me chamou a atenção, ela devia ter por volta de quatro anos, era um garoto andino, robusto, muito bem tratado que se colocou de quatro em cima de uma mureta e como um lobo começou a uivar. Sua performance durou uns trinta minuto, ele andava de um lado para o outro e nada o abalava, seus movimentos, salto, andar, maneira de olhar, em tudo eles parecia um lobo, ele se sentia um lobo, naquele momento ele era o próprio lobo.
Fique maravilhado com aquilo, vi naquele momento o que era fazer teatro de verdade, com muita verdade.
É isso ai!
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